Miguel BRÁZIO
Alumno del Curso AETMU
Mestre em Gestão das Organizações (PORTUGAL)
ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DO DOURO, LEIXÕES E VIANA DO CASTELO, S.A. (APDL)
PORTUGAL

A estratégia global para o mar tem configurado novos modelos de desenvolvimento do oceano e das zonas costeiras que deve permitir aos países respostas aos desafios colocados para a promoção, crescimento e competitividade da economia do mar, nomeadamente as importantes alterações verificadas no âmbito político e estratégico a nível europeu e mundial.

Nesse contexto, um dos domínios de inegável valor prende-se com a atividade portuária, que relata nos últimos anos um desenvolvimento expressivo, acompanhado de uma diversificação da oferta de infraestruturas e serviços, associado a um aumento da disponibilidade de competências e capacidades para atender tráfegos com requisitos significativos, mormente o uso de transporte intermodal através das vias navegáveis ou travessias marítimas e/ou caminhos de ferro, com o mínimo de recurso possível às estradas, num transporte combinado.

As mudanças no regime de trabalho portuário, durante as últimas décadas do século XX e no princípio do século XXI, têm transformado a atividade, exigindo novas habilitações aos trabalhadores portuários, gerais ou especificas para o desempenho da sua função, juntamente com a inovação tecnológica, com um impacto significativo na organização do trabalho que nos obriga a um estado de alerta e adaptações permanentes.

Nesse âmbito, a gestão de recursos humanos transforma-se e assume-se como um novo paradigma do desenvolvimento das sociedades e das economias, onde o capital humano arroga estatuto preponderante, no crescimento desejado como um ativo empresarial que deve ser gerido por forma a otimizar o desempenho organizacional.

Por conseguinte, a motivação para a formação, nomeadamente a presente “Curso Arrumazón, estiba y trincaje de mercancías y Unidades de transporte (Códigos CSS y CTU) (AETMU)” “AETMU”, prende-se com a sua importância em contexto laboral portuário, permitindo-me perceber e ganhar competências específicas, centradas na criação de valor, principalmente para integrar em contexto de Segurança e Prevenção Laboral, subjacente à arrumação, estiva, e amarração de mercadorias e unidades de transporte.

No que toca ao interesse particular, a raiz da escolha encontra-se na relevância e pertinência da actividade, através da aplicação de conceitos teóricos eficazes a receber ao longo da formação, sustentando que as pessoas são o mais importante na gestão das empresas e a razão do seu sucesso, direcionando-se precisamente num desafio pessoal, onde a formação, premissa sine qua non da era em que vivemos, permitam um profundo desenvolvimento, alicerçado em bases teóricas e científicas, contribuindo para o fortalecimento individual de valores intelectuais e culturais eleitos pela International Maritime Business School (IMBS).

E assim, relacionando com transporte marítimo que tem por objectivo a movimentação (transporte) de grande volume de carga, sob baixo custo, agilidade e eficiência, a sua vertente logística e estratégica, obrigou ao desenvolvimento de regulamentação internacional e quadro legal como aqueles que por ora tive o privilégio de encarar: Código CSS e Código CTU, alocando a literatura resquícios e deambulações noutros como, código IMDG e mercadorias perigosas, aplicando-se a mercadorias transportadas em embalagens/ e ou em unidades de transporte de carga, sob auspício da Organização Marítimo Internacional (IMO).

Nesse sentido, no decorrer da formação em paralelo com a literatura e vídeos disponibilizados, foi crescente o conhecimento cimentando que a estiva/ desestiva e colocação/ organização adequada de cargas são fundamentais para a segurança e vida de todos quanto andam no mar. Por conseguinte, quer os grandes sinistros nos navios, quer as operações de carga descarga de mercadorias com acidentes, serão causados por má preparação e arrumação da mesma. Destas primeiras directrizes tomamos por evidente que as cargas se devem estivar e sujeitar de modo a não colocar em perigo as tripulações (com formação e experiência) e demais pessoas a bordo e que todo o processo necessita de planificação, execução e supervisão adaptada, subordinando-se igualmente a um princípio: tudo se deve basear nas piores condições meteorológicas experienciadas, salvaguardando, principalmente em caso de intempérie a disposição da carga e os meios de amarração.

Por fim, fiquei ciente, permitindo a interligação com o código CTU, que genericamente o CSS se aplica às cargas que se levam a bordo dos navios, que não sejam cargas sólidas e liquidas a granel, nem tão pouco madeira estivada na coberta, particularmente cargas de estiva difícil e complexa e suas condicionantes.

No que refere ao Código CTU, e todos os aspectos que nos devem preocupar e ser determinados à carga de mercadorias em contentores e/ ou veículos terrestres desde a panóplia de módulos existentes no mercado, subordinados a diversos critérios e características a que se destinam, bem como as responsabilidades decorrentes das operações portuárias e os incidentes que podem ocorrer e que com a assimilação de conhecimento e precauções se evitam. Em suma, o propósito deste código tem como meta assegurar uma arrumação genial das unidades de transporte de carga (UTC) contentor marítimo, vagão de comboio ou qualquer outra unidade similar usada para transportar com particular destaque no transporte intermodal, vulgarmente designado por (UTI), elemento chave, também ele assente na organização internacional de normalização (ISO) e na Europa (CEN) encarregada de elaborar normas EN para cada tipologia.

Por outro lado, fico consciente que também ele pretende sensibilizar os encarregados das operações, informando-os e recomendando-lhes de igual forma que os intervenientes da desarrumação das UTC, reforçando que a carga mal arrumada ou amarrada, o recurso a unidade de transporte inadequados e carga máxima excessiva podem colocar em perigo e risco os trabalhadores durante as operações de manipulação e transporte, com a disseminação importante da informação errónea da massa bruta da unidade poder originar perigo e colocar igualmente em risco a segurança da embarcação. Ao nível da protecção é sobremaneira fundamental a vigilância sobre as cintas de segurança, manipulação, transporte das cargas, imprimindo a aplicação dos conhecimentos práticos de forma ao incremento da protecção e cumprimento do quadro legal de cada estado e acordos internacionais.

Salientar o entendimento de que o envase e embalagem são determinantes na protecção da mercadoria ao logo da cadeia de transporte, ao passo que a estiva e amarração das mercadorias nas diversas modalidades devem ser concebidas numa embalagem adequada resistente às forças dinâmicas a que submetem. Tudo isso, concretizado e demonstrado nos capítulos constantes das definições e conceitos, funções e principais características dos materiais empregues e que configurem as mercadorias nas unidades de carga.

Complementarmente foi promovida a incursão no código de boas práticas para a estiva segura da carga no transporte por estrada, integrando-a com as operações de carga e descarga, mas também com a fixação segura nos veículos que incluem transportadores, expedidores e carregadores, ressalvando que toda ela se deve estivar evitando lesões a pessoas, instabilidade, nem se mova ou caia do veículo.

Ademais, foi dado exemplarmente o destaque à segurança e explicitações fundadas e extensas ao transporte por contentor referindo os inúmeros exemplos de directrizes sobre a temática que envolve todos aqueles que juntos, dão viço ao sector dos transportes e não só.

Sumariamente, o curso “Arrumazon, Estiva Y Trincaje de Mercancias Y Unidades de Transporte” (Códigos CSS e CTU) foi extremamente motivador, permitindo sempre que o entendemos, a interacção profícua com o tutor disponível, diferenciando-se de outras formações on-line pela positiva e sucesso. O modelo assente na disponibilização organizadíssima e estruturada da revisão de literatura, com conceitos chave e suporte a documentação diversa e vídeos clarificadores e perfeitamente explícitos da actividade portuária (pese embora o facto de ser desejável e virtuoso poder contar com um módulo presencial em contexto de trabalho e bordo de navio). Todavia, o curso atribui liberdade ao formando, coloca-o perante uma plateia e fórum internacional onde a partilha de dúvidas e actividades de discussão podem facilmente acontecer. As avaliações previamente preparadas e adicionadas para o avanço dos módulos são objectivas e fomentam a cada dia que passa ao entusiasmo e interesse suplementar.

Finalizando, acredito que a compreensão desta matéria se torne fundamental e considero o Curso uma ferramenta vital para o conhecimento profissional, sentindo-me satisfeitíssimo pela oportunidade de aprendizagem valiosa proporcionada pela IMBS, e que sempre que oportuno possa ajudar à concretização de prestações de trabalho seguras e colaborar no crescimento e sucesso da organização portuária na qual labuto diariamente.

E tal como havia referido inicialmente, correlacionar e envolver a formação no contexto da segurança e prevenção laboral, subjacente à arrumação, estiva, amarração de mercadorias e unidades de transporte, com particular incidência aos princípios básicos de estiva em contentor e fundamentalmente segurança das mercadorias, do transporte e das pessoas por via da capacitação profissional.

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